apocalipse 19

Revisado e corrigido em 15 Chodesh Hachamisshi / 5775
 

Entendendo Apocalipse 19:11 - 21

       O livro “Apocalipse” à semelhança do livro “Daniel", repete várias vezes um mesmo acontecimento profético, usando símbolos diferentes em cada apresentação. Cada apresentação tem por objetivo aumentar o conhecimento até que a profecia seja plenamente compreendida.

         Ao contrário do que é ensinado pelos teólogos, já esta provado que os escritos do Velho Testamento são antagônicos aos escritos do Novo Testamento, e o estilo usado pelos autores do livro Apocalipse assemelha-se ao utilizado pelos autores dos evangelhos que retiravam de seu contexto textos do Velho Testamento dando-lhes uma interpretação que viesse dar sustentação aos ensinamentos teológicos que tinham como objetivo unificar o Império Romano através do cristianismo conforme vontade do Imperador Constantino e demais que o sucederam, como também satisfazer os bispos nos primeiros séculos da igreja cristã que também desejavam unificar os rituais e doutrina de toda cristandade. 

        O estilo com que o livro “Apocalipse” foi escrito assemelha-se ao livro "Daniel" e facilita a compreensão de seus ensinos pois o conhecimento adquirido de uma profecia é a chave para a compreensão da seguinte de maneira que todo aquele que já obteve entendimento das profecias apresentadas nos capítulos treze, dezesseis e dezessete, não terá nenhuma dificuldade para compreender a profecia contida no capítulo dezenove, versos onze ao vinte e um; vejamos:

Apocalipse 19:11

  • O autor deste verso ao mencionar um cavaleiro fiel e verdadeiro que julga e peleja com justiça, utilizou como fonte para elaborar seus ensinamentos o texto que se encontra em Ex 23:20-23, o mesmo também utilizado na elaboração dos ensinos contidos em Ap 6:1-2 e 12:7.

Apocalipse 19:12

  • As características apresentadas neste verso (olhos como chamas de fogo, muitos diademas e um nome especial) foram obtidos em textos do Velho Testamento tais como Dn 2:47; 10:5-6; Ex 23:20-21; etc...

Apocalipse 19:13

  • O ser chamado de a Palavra de Deus e estar vestido com uma veste salpicada de sangue, lembra outra vez Êxodo 23:20-21 onde esta escrito que a voz do Ungido deveria ser ouvida como se fora a própria voz do Deus eterno. Quanto a Sua veste salpicada de sangue, provavelmente tenha se baseado em Ex 29:21.

Apocalipse 19:14

"E seguiam-no os exércitos que há no céu." Este versículo é uma explanação do que esta escrito em Dn 7:13-14 e 12:1 onde Miguel é apresentado como sendo aquele a quem o Eterno colocou à frente do exército celestial.

Apocalipse 19:15

  • Ao mencionar "sair de Sua boca uma aguda espada para ferir as nações, as quais regerá com cetro de ferro sendo também Ele mesmo que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus todo poderoso", o autor deste verso pode muito bem estar fazendo uma explanação de algumas profecias do Velho Testamento tais como Ex 23:10-21; Lv 16:21-22; Is 63:3, como também Zc 14:13-21, de maneira a satisfazer os interesses dos bispos nos primeiros séculos da igreja cristã.

Apocalipse 19:16

  • Embora o título rei dos reis no Velho Testamento tenha sido aplicado a Nabucodonosor e Artarxerxes, o autor deste versículo fez alusão desse título ao ungido tendo em vista dar sustentabilidade a ensinamentos elaborado pelos bispos nos primeiros séculos da igreja cristã.

Apocalipse 19:17 e 18

  • Nos ensina que o Ungido é aquele a quem o Eterno conferiu toda autoridade (Ex 23:20-21) para executar Seus justos juízos, o mesmo que foi profetizado por Ezequiel em seu livro. Ez 39:17-22.

Apocalipse 19:19-21

  • Nestes versos o autor faz uma explanação das mensagens contida em Ez 38-39; Zc 12-14 que abordam uma grande batalha (guerra do armagedom), a mesma convocação apresentada em Ap 16:12-14 e 16; 17:13-14; e Ez 38 e 39, batalha esta em que a besta (União Europeia), o falso profeta (Nações Islâmicas), e os adoradores da imagem da besta  (nações submissas à ONU), serão derrotadas ao receberem os juízos do Deus eterno que já foram comentados anteriormente.

     Nessa batalha, a última a ser travada pelo povo do Eterno, Israel juntamente com as hostes celestiais pelejarão contra seus inimigos: a besta (União Europeia), o falso profeta (Nações Islâmicas), os adoradores da imagem da besta (nações submissas à ONU), e as hostes espiritual que os dirigem.  

     Aliados com as hostes dos anjos caídos (seres extraterrestres rebelados), essas nações serão induzidas por satanás e seus anjos a guerrearem contra Israel para desarraigá-lo da face da terra, com o objetivo de tornar inviável o concerto estabelecido pelo Eterno com Abraão, Isaque e Jacó, e dessa forma impedir o cumprimento das profecias vinculadas à Festa dos Tabernáculos, visto que nela se encontra prefigurada a execução da sentença estabelecida pelo Eterno sobre todos os transgressores de Sua Lei, anjos e homens. Embora esta seja a última batalha a ser travada pelo exército celestial juntamente com o povo do Eterno (Israel), contra as hostes espirituais do mal e seus instrumentos, besta, falso profeta e imagem da besta (União Europeia, Nações Islâmicas e a ONU respectivamente), ela não corresponderá à volta de Jesus como é ensinado por muitos teólogos. O cenário descrito em Ap 19:21, cujo autor se baseou em Ez 39 e Zc 14, nos apresenta cenas nas quais a vida na terra seguirá seu curso rotineiro até que chegue a hora em que as profecias vinculadas à Festa dos Tabernáculos tenham o seu cumprimento.  



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