A Criação e a Ciência

Revisto em Chodesh HaAchad-Asar - 5778

A criação da Terra (Gênesis 1—2) e o conhecimento científico

   Ao contrário do que muitos pensam o relato da criação mencionado em Gênesis 1—2 se harmoniza com o conhecimento científico, discordando apenas das interpretações radicais daqueles que se deixaram influenciar pelas fábulas e tradições assimilada dentre os povos no decorrer dos séculos..

Quando foi criado o planeta Terra?

   O primeiro capítulo do livro  Gênesis não menciona o tempo transcorrido para a formação do planeta. Portanto considerando como são formados os corpos celestes (estrelas, asteroides, planetas, satélites, etc...), o relato do livro  Gênesis se harmoniza com o conhecimento científico atual fornecido pela astronomia datando-o de milhares, milhões ou mesmo bilhões de anos.

   Ao comparar Gn 1:1 com o relato de Jó 38:6-7 percebemos que o "princípio" mencionado no livro Gênesis não se refere a criação do Universo, mas sim a criação do planeta terra.

 

No relato de Gn 1:2 e Jó 38:8-9 verificamos que o Eterno envolveu a terra com nuvens e escuridão, por isso a expressão "trevas sobre a face do abismo". Mas qual poderia ser a origem dessas nuvens e consequente escuridão? Jó 38:5-6 deixa claro que o Eterno reuniu em um determinado lugar da Via Láctea parte da matéria dispersa pelo cosmo (rochas, gás, poeira cósmica, água, etc...) provinda do vasto universo, e a colisão dessas rochas deu origem a nuvens de poeira gás e vapor d’agua que passaram a envolver o planeta. Quanto a presença de água no estado líquido visto que a luz do sol não atingia a superfíce da terra devido as nuvens que a envolvia resfriando assim todo o planeta fica evidente a existência de alguma fonte de calor (vulcões) que mantinha a terra aquecida o suficiente permitindo que a água permanecesse em seu estado líquido e gasoso.

 

Jó:38:3-4   ensina que os fundamentos da terra se estenderam para além do ajuntamento das rochas, gás e poeira cósmica para a formação do planeta, alcançando também todo sistema solar pois outros planetas existentes no mesmo podem exercer alguma influência sobre a terra como se dá com o planeta Júpiter que funciona como um escudo protetor da terra ao absorver ou mesmo desviar muitos asteroides que sem a sua presença colidiriam com a terra tornando-a  um planeta inabitável.  

   Quanto aos demais relatos referentes ao preparo da superfície da Terra e a criação dos seres vivos, o relato de Gn 1--2 deixa claro terem ocorrido em dias literais, ou seja, o período transcorrido para a rotação completa da Terra em torno de seu eixo.

 

Analisemos o relato referente a cada dia da semana da criação.

 

1º Dia   

  • Disse Deus: “Haja Luz” e houve luz.  Gn 1:3

   Que luz foi essa que surgiu no primeiro dia? Na verdade não se trata de uma luz misteriosa como alguns interpretam, mas a própria luz do sol pois a distinção entre dia e noite é determinada pelo movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo que se mantém estável devido a força gravitacional exercida pela lua sobre a terra, de modo que a claridade presente na face do planeta que está voltada para o sol é chamada dia, e a sombra que envolve a face oposta ao sol é chamada noite.

    O que ocorreu no primeiro dia ao Deus determinar que houvesse luz, foi que os seres extraterrestres (anjos Jó 38:7) que ouvem o Seu mandar removeram parte das nuvens (gás / poeira) que envolvia a terra provavelmente direcionando o vento solar ou mesmo utilizando tecnologia ainda desconhecida pela humanidade como a mencionada em I Reis 18:30-38, de modo que à semelhança de um dia nublado um observador que se encontrasse sobre a superfície da Terra conseguiria ver a claridade do dia embora não conseguisse ver o sol visto nem todas as nuvens terem sido removidas, o que podemos entender com o relato de Jó 38:8-9.

   Que o sol e a Lua já existiam no primeiro dia da semana da criação é facilmente comprovado cientificamente e em Gn 1:3 pois o dia e a noite tem sua origem no movimento de rotação da terra em torno de seu eixo cuja estabilidade é mantida pela força gravitacional da lua, e posição da terra em relação ao sol.

 

2º Dia

  • Criação da atmosfera.   Gn 1:6-8

    Aqui é mencionada a formação de uma concentração de gases envolvendo o planeta a fim de dar condições para existência da vida como a conhecemos hoje e também do campo magnético que protege a atmosfera dos ventos solar que a varreriam da superfície da terra.

    Á semelhança da camada de ozônio, uma concentração de gás que envolve a terra e filtra as radiações ultravioleta, radiação solar que destruiria a vida na mesma, Gn 1:6-7 relata a existência de uma camada de água que também envolvia a terra, provavelmente protegendo-a de outras radiações, camada essa que deixou de existir conforme relato de Gn.7:11.

 

3º Dia

  • Separação da superfície seca do ajuntamento das águas e a criação do reino vegetal.

    Conforme o relato de Gn 1:2 a superfície seca da terra não era visível no princípio, e em nossos dias temos observado como certos cataclismos tem poder de moldar a superfície da terra em fração de segundos. Portanto o início do terceiro dia provavelmente tenha sido um dia muito conturbado na Terra visto o leito dos mares se elevarem dando origem às montanhas e planícies. Quanto ao relato sobre a criação do reino Vegetal, os textos mencionados nos livros de Jonas 4:6, o conhecimento científico e tecnológico utilizado nos dias atuais na agricultura confirmam a viabilidade do relato de Gn 1:11, além do fato de que as plantas e os insetos que nelas fazem seu habitat possam ter sido trazidas de outros mundos e colocados na terra visto que Jó 38:7 menciona a existência de outros mundos habitado antes mesmo da criação da terra, e o livro  Gênesis 2:4-5 menciona que houve semeadura na face da terra na semana da criação.   

   Portanto não descartamos a hipótese das plantas e dos insetos que nelas fazem o seu habitat serem transportados de outros mundos e colocados aqui na terra, assim como tem sido feito pelos urbanistas ao transplantar árvores e plantas na criação de parques e jardins.

     

4º Dia

  • Criação do Sol, da Lua e das Estrelas.

   Que o Sol a Lua e as Estrelas já existiam no quarto dia é fato confirmado tanto no relato da criação mencionado no livro  Gênesis e do profeta Jó quanto pelo conhecimento científico atual.

   Sabemos que a luz viaja a uma velocidade de aproximadamente 300.000 km/seg e que a maioria da  luz emitida pelas estrelas demoram até mesmo milhares e mesmo bilhões de anos para atingir a superfície da Terra, portanto no quarto dia elas obviamente já existiam, e o que provavelmente ocorreu no quarto dia foi que com a ordem do Eterno, toda nuvem de poeira / gás que ainda envolvia a Terra foi removida de forma que para um observador que se encontrasse em sua superfície seria como se eles houvessem surgido naquele mesmo instante, quando na verdade eles já estavam ali a milhares de anos. 

Em cumprimento da determinação do Eterno Seus anjos (Salmos 103:20-21) provavelmente direcionaram os ventos solar para a terra removendo assim as nuvens que ainda envolviam o planeta, ou mesmo fizeram uso de alguma tecnologia ainda desconhecida pela humanidade como a que já mencionamos acima. 

 

 5º Dia

  • Criação dos animais aquáticos e das aves.

   Hoje em dia a engenharia genética juntamente com o conhecimento da fisiologia dos seres vivos nos ajudam a ter uma melhor compreensão da viabilidade desse relato.

     Considerando também o que está escrito em Gn 2:5-9, e o que foi considerado sobre o livro do profeta Jó 38:7 em relação ao 3º dia da semana da criação, não descartamos a hipótese de os animais terem sido trazidos de outros mundos e colocados aqui na terra para que se multiplicassem como no caso das plantas e insetos.

 

6º Dia

  • A criação dos animais terrestres
  • A criação do ser humano.

   Assim como para o 5º Dia, o conhecimento adquirido através da engenharia genética e fisiologia dos seres vivos, o conhecimento adquirido com o relato de Gn 2:5-9 são um grande auxílio para compreensão do relato da criação no sexto dia, ou seja, não descartamos a hipótese de os animais terem sido trazidos de outros mundos e colocados aqui na terra. 

No entanto é na criação do ser humano que nosso conhecimento sobre a criação dos seres vivos é aprofundado; aqui se mostra a importância da verdadeira compreensão sobre o sábado e seu significado para a humanidade sem o qual o relato da criação não poderia ser compreendido.

   O sábado é a senha que abre nosso entendimento para a compreensão do Deus eterno e distinguir as múltiplas doutrinas desenvolvidas pelos teólogos ao longo dos séculos.

   Através do conhecimento adquirido com o sábado temos condições de descartar a doutrina da trindade conforme ensinada pela cristandade de maneira que quando examinamos o texto de Gn 1:26-27  onde o Eterno diz Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e visto não existir nenhuma trindade como ensinada pela cristandade, obviamente Ele estava se dirigindo aos seres extraterrestres (anjos) que executaram todo Seu mandar nos demais dias da criação (Jó 38:7; Sl 103:20).

   Outro ensinamento que extraímos neste relato é que ao falar ... à nossa imagem e semelhança, fica notório que Ele utilizou o código genético de seres extraterrestres moldando-o para criar o homem do pó da terra, o que explica também a declaração dos seres extraterrestres (anjos) ao afirmar em Ap 12:10 que os seres humanos são seus irmãos, e eles são seus conservo. Ap 22:8-9

    Ap 19:1  apresenta através de símbolo algo importante e interessante para nossa compreensão e que nos ajuda a entender o relato da criação; Ap 19:1  ensina que entre os seres extraterrestres (celestiais) existe diferenciação de conhecimento. Neste verso a um ser extraterrestre (anjo) simbolizado por uma estrela foi dado o conhecimento das propriedades do petróleo simbolizado aqui pelo poço do abismo.

 

7º Dia

     Gênesis 2:1-3 menciona o encerramento da semana da criação, e que o sétimo dia o Eterno separou para o Si; não está escrito que tenha sido dado ao homem.  

 

C o n c l u s ã o:

   Que a matéria com a qual o Eterno formou o planeta Terra tenha sido por Ele criada a milhares, milhões ou mesmo bilhões de anos não contradiz as Escrituras pois toda matéria (rochas, poeira cósmica, água, ...) com a qual o Eterno formou a terra eram abundantes no cosmo e foram por Ele reunidos para a formação do planeta antes da semana da criação mencionada no livro Gênesis. 

   Quanto ao preparo da superfície da terra e a criação dos seres vivos em sete dias literais não existe nenhuma contradição nos relatos do livro de Gênesis e o conhecimento científico, a não ser para aqueles que não creem no Deus eterno e na própria ciência.

   Ao iniciar a semana da criação, o Eterno já havia idealizado todo procedimento que deveria ser realizado para o preparo da superfície da Terra como também o código genético de cada ser vivo cabendo aos seres extraterrestres (anjos) a quem Ele designou executar Sua vontade Jó 38:7 e Salmos 103:20-21.

 

                                          saiba mais

Shalom.

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