Apocalipse 20 

Revisado e corrigido em 15 Chodesh Hachamisshi / 5775

      No desejo de unificar o cristianismo e converter o mundo pagão percebe-se claramente como o autor do livro Apocalipse influenciado pela cultura de outros povos mesclou ensinos da Escritura hebraica com ensinos mitológico egípcio e greco-romano, tornando os ensinos e rituais cristãos familiares aos pagãos facilitando assim sua assimilação e conversão.


Apocalipse 20:1-3

  •            Nestes versos observamos uma modificação em um dos rituais do Dia da Expiação. Na Escritura Hebraica quando o bode emissário era levado para o deserto não retornava jamais para o arraial mas ficava lá até sua morte ao contrário do que é apresentado nos versos de Ap 20:3 e 7-10 onde satanás após sua prisão ainda retorna para seduzir as nações.

Apocalipse 20:4

  •     É uma modificação do que esta escrito em Dn 7:9 pois na Bíblia Hebraica é mencionado apenas dois tronos  e um ancião de dias sentando-se em um deles para exercer juízo, e não diversos tronos onde os que nele se assentaram receberam poder para julgar conforme mencionado em Ap 20:4.

Apocalipse 20:5-7

  • Estes versos diferem do que é apresentado em Dn 12:1-2 onde é ensinada apenas uma ressurreição na qual muitos ressuscitarão para vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno, e não duas ressurreição intercalada por um período de mil anos conforme apresentada em Ap 20 5-7.

Apocalipse 20:13

  • O julgamento aqui apresentado assemelha-se ao descrito no livro egípcio dos mortos escrito por seus sacerdotes e não ao juízo descrito no ritual da expiação onde o destino de cada indivíduo é decidido enquanto o mesmo vive e não após sua morte.

Apocalipse 20:11-15

  •   Pelas Escrituras Hebraica o Eterno estabeleceu apenas um único dia em toda a eternidade para justificar o transgressor contrito; e a única profecia apontando para este evento, conhecido também como Dia do Perdão é o Dia da Expiação. Neste dia não havia julgamentos; apenas a relação de todos que se volveram ao Eterno era levada à Sua presença perante a hoste angélica diante de quem serão justificados e a culpa de suas transgressões atribuídas aos seres extraterrestres rebelados, visto que a lei requer apenas avida do culpado. Portanto Ap. 20:11-15 não retrata tal evento pois como podemos observar nestes versos, seu autor mesclou escritos hebraico com ensinos do livro dos mortos, livro que segundo os sacerdotes egípcios o morto utilizava para alcançar a eternidade.

Conclusão:

     A crença em duas ressurreições intercalada por um período de mil anos e o julgamento dos mortos apresentada no livro Apocalipse capítulo vinte, é uma doutrina peculiar da igreja cristã fundamentada em crenças egípcia e greco-romana, e não nos escritos hebraico que o Eterno confiou a Seu povo Israel.

 

Shalom!

 

COMENTÁRIOS

Carol  -  09/2013

  • "Gostaria de saber se realmente os salvos serão arrebatados para os céus pois ao ler Apocalipse 20 fiquei com dúvidas".

 

Resposta:


  • Analisando Apocalipse 20 não encontramos nenhuma declaração de que os salvos irão até aos céus; Se esse realmente for o caso, iremos rever alguns dos artigos já publicados para atualizá-los. No entanto ao estudar o tabernáculo, morada do Deus eterno, encontramos no lugar santo a nação de Israel, representada pela mesa com os pães da proposição e o candelabro com puro azeite da oliveira, cujo testemunho a ela confiado (Dt 4:1-8), tem alimentado e iluminado os seres celestiais, representado pelos sacerdotes e querubins bordado nas cortinas, na compreensão da justiça e misericórdia do Eterno no trato com sua criação, sendo também eles mesmos, os sacerdotes, que levam esses símbolos (pães e azeite) para o interior do tabernáculo.

 

Agradecemos vossa participação.

 

Shalom!

 

 

 

 

 

 

      

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